2 dias em Évora #1
Finalmente conheci o Alentejo, ou uma pequena parte dele. Nunca lá tinha estado e para primeira paragem optei por Évora, a cidade a que chamam de “capital do Alentejo”. Em dois dias podia até ter conhecido mais e ter saído do centro da cidade, mas a ideia que me/nos levou lá era mesmo descansar e conhecer o que fosse possível, sem grandes pressas, nem passo apressado, por isso optei por ficar apenas dentro das muralhas.
No Alentejo senti-me em casa por dois motivos: há pronúncia, embora não muito acentuada, e os velhinhos dão “bom dia” ao passarem por nós na rua. Os cotas de Lisboa raramente o fazem, mas também gosto muito deles, atenção.
Quanto à ideia de os alentejanos serem lentos e preguiçosos, esqueçam isso. Assim que cheguei a Évora só via gente a correr por todos os lados e em todas as ruas, a caminho do hotel o taxista quase atropelou um tipo – parece que estava a decorrer um peddy paper. Ah! E encontrei uma “Travessa do Bagulho”, portanto de santinhos estes nossos amigos não têm nada – estou a brincar, ok?
Fiquei no Stay Hotel Évora Centro. O espaço não é um sonho, mas também não é mau. O staff é simpático e atencioso, a limpeza não falha e a grande vantagem é que em três minutos, a pé, estamos na Praça do Giraldo, o coração da cidade.
O primeiro local que visitei foi um restaurante, pois com certeza, e era tão bom, mas tão bom que voltei lá para almoçar no dia seguinte e reuni conteúdo suficiente para fazer uma publicação só sobre ele. Posso já acrescentar que se chama “O Templo” e que foi um dos melhores sítios por onde já passei.
Depois, segui para a Praça do Giraldo – até porque chegar a Évora e não tirar logo uma foto aqui não é fixe – e visitei também a igreja de Santo Antão. Um aspeto positivo na cidade é que não faltam locais para quem quer rezar.
Um local a (também) não perder em Évora é o jardim público. Para além do ambiente calmo, típico destes locais, simpáticos pavões estão constantemente a passar por nós e podem também ser vistos a descansar nas Ruínas Fingidas (ficam dentro do jardim). Numa visita ao jardim o Palácio de Dom Manuel não passará despercebido. É um dos edifícios mais bonitos da capital alentejana, contruído em 1468 sob a ordem de D. Afonso V.
No final de tarde do primeiro dia por lá, visitei o Templo de Diana, o famoso templo romano que vemos nos livros de história do básico e que ajudou o centro histórico de Évora a ser classificado Património Mundial, pela UNESCO. Este monumento foi construído no século I d.C. e se associamos à deusa romana da caça, Diana, talvez estejamos induzidos em erro por uma lenda do século XVII. Acredita-se que na verdade o templo tenha sido uma homenagem ao imperador Augusto (fundador do Império Romano).
Quem chega ao templo, dá uns passinhos para trás deste e visita também o Jardim Diana, que tem uma vista incrível para parte da cidade.
A ser todo o Alentejo como Évora, é muito giro e vale mesmo a pena visitar. Nos próximos dias partilho convosco o segundo dia da estada.












